Quer saber, olhar o calendário aqui no canto direito dessa
telinha e ver o 12 esmagado entre as duas barrinhas sugere ideias recorrentes
sobre o tempo e a sua incrível corrida para o adiante, mesmo sem o nosso
consentimento; traz a lembrança que já está na hora das férias, pensar na roupa do réveillon, fazer o balanço sobre o ano e
principalmente: correr para perto de uma boa anfitriã.
Final de ano não é sobre mais nada além de boas festas, isso
está profetizado desde os cartões mais recorrentes dos anos 90, ou, ao menos na
prática, os outros temas não existem se não for envolta da mesa.
Feliz natal é daquele que tem por perto aquela que sabe
cozinhar, que sabe organizar e que sabe receber. Nesses casos mau natal não há,
muito menos frouxo.
E se pensarmos bem, nasce com vantagem na vida quem tem
naturalmente esse dom: não falta amigos, não falta convites (mesmo se for por
interesse inocente) e não falta ideias
de cardápio. Se o Inep fazer uma pesquisa iremos descobrir com números precisos
que de todas as pessoas que dizem por aí “eu amo essa época do ano” e que consequentemente lotam as lojas que vendem enfeites de
natal, 89% são boas anfitriãs. Quem não sabe assar um tender não tem tanto interesse
pela data.
Eu só espero que misteriosamente essas pessoas estejam distribuídas de
forma justa pelo mundo, de modo que não fiquem concentradas nas mesmas famílias e
grupos de amigos, para que todos possam realizar um feliz natal e para que elas sejam merecidamente reconhecidas.

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